25.5 C
Brasília
26 fev 2025 23:24

Polícia abre inquérito para investigar morte de paciente do Instituto Hospital de Base do DF

Idosa não resistiu a parada cardiorrespiratória. Família fala em ‘assassinato’; governo diz aguardar fim da investigação.

Por Letícia Carvalho

A Polícia Civil do Distrito Federal abriu um inquérito para investigar se houve crime na morte da paciente do Instituto Hospital de Base (IBH) Márcia Aparecida da Silva, de 74 anos. Em 2 de setembro deste ano, a aposentada teve uma parada cardiorrespiratória dentro da unidade de saúde e não resistiu.

A família da vítima registrou um boletim de ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia. A filha da paciente, Rosane Martins Silva Santos, disse ao G1 que a mãe foi “assassinada” e que houve negligência por parte do hospital. Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou que “está acompanhando o caso e aguardando a conclusão da investigação policial”.

“Minha mãe estava na UPA de Sobradinho II. Os médicos acharam melhor levá-la para o Base. Mesmo com a transferência, ela estava bem e falando. Na manhã seguinte, recebemos uma ligação dizendo que ela tinha morrido”, contou Rosane.

À reportagem, a polícia informou que a tipificação do crime está “em apuração”. A investigação conta com um depoimento da cardiologista Sandra Marques e Silva, que prestou atendimento à paciente e que comunicou o falecimento à família.

O relato – encaminhado à chefia do departamento de cardiologia do hospital no mesmo dia da morte de Márcia Aparecida – enumerou uma série de irregularidades ocorridas durante o socorro da vítima (leia abaixo).

Trecho do relato da médica sobre o atendimento prestado à paciente Márcia Aparecida da Silva no Instituto Hospital de Base do DF — Foto: Reprodução Trecho do relato da médica sobre o atendimento prestado à paciente Márcia Aparecida da Silva no Instituto Hospital de Base do DF — Foto: Reprodução

Trecho do relato da médica sobre o atendimento prestado à paciente Márcia Aparecida da Silva no Instituto Hospital de Base do DF — Foto: Reprodução

No texto, a médica contou que a paciente foi diagnosticada com infarto agudo do miocárdio. Para reverter o quadro, segundo o depoimento, havia a possibilidade de realizar uma angioplastia – procedimento para desentupir artérias. No entanto, ao tentar contato com o Instituto de Cardiologia do DF, “todos os telefones tocavam, mas não atendiam”.

A cardiologista, então, escreveu que tentou falar com alguém responsável pela regulação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que classificou o caso da vítima como “prioridade 2”. Ou seja, a paciente não teria direito a uma vaga imediata na UTI.

Durante o atendimento, o quadro de Márcia Aparecida piorou. A médica decidiu “trombolisar a paciente” – método em que é usada uma medicação intravenosa para reverter o infarto.

Capacitação
Uma hora depois de o tratamento ter começado, a paciente começou a sentir mais dor e, então, sofreu uma parada cardiorrespiratória. Nessa etapa do socorro, a médica tentou fazer a ressuscitação da idosa. No relato, porém, ela reclamou do preparo da equipe para o procedimento e da falta de insumos da unidade.

“A equipe que estava na sala amarela não sabia como proceder nem onde estavam as medicações para RCP [reanimação cardiorrespiratória]. Fui obrigada a chamar ajuda no posto 4 e descobrimos que o carrinho de parada não tinha prancha rígida para RCP, o desfibrilador não tinha cabo para monitorização por ECG [eletrocardiograma], não tinha gel para as pás e as saídas de vácuo não estavam funcionando. Nem o carro reserva de aspiração está funcionando.”

Outro trecho do relato da médica sobre atendimento prestado à paciente que morreu no Instituto Hospital de Base do DF — Foto: Reprodução Outro trecho do relato da médica sobre atendimento prestado à paciente que morreu no Instituto Hospital de Base do DF —

Outro trecho do relato da médica sobre atendimento prestado à paciente que morreu no Instituto Hospital de Base do DF — Foto: Reprodução

De acordo com a médica, todos os empecilhos retardaram o atendimento da paciente em cerca de 15 minutos. Ao G1, o genro de Márcia Aparecida, Jeffé Peixoto dos Santos, disse que a polícia solicitou ao Instituto Hospital de Base a apresentação da qualificação dos servidores que participaram do socorro à paciente.

Fonte: G1 DF

Dengue: produção nacional e dose única são vantagens da nova vacina

Por Tâmara Freire O anúncio do Ministério da Saúde sobre...

Carteira Assinada: Brasil gera 137,3 mil novos empregos formais em janeiro de 2025

O Brasil gerou 137.303 postos de trabalho com carteira...

Anvisa cancela venda de pomadas para fixar cabelos; veja a lista

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou a...

Estudo da CLDF aponta escassez de profissionais e espera para exames oncológicos no DF

Por Daniela Reis Quantas pessoas morrem de câncer no DF...

Ministério da Saúde lança playlist exclusiva sobre SUS Digital no YouTube

O Ministério da Saúde acaba de lançar uma nova playlist da...

Primeira UPA do Distrito Federal prestou mais de 74 mil atendimentos só em 2024

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia completou...

CEM 10 de Ceilândia reabre as portas e vai atender mais de mil alunos em tempo integral

Por Ian Ferraz e Thaís Miranda Fechado desde 2016 por apresentar...

Destaques

Dengue: produção nacional e dose única são vantagens da nova vacina

Por Tâmara Freire O anúncio do Ministério da Saúde sobre...

Carteira Assinada: Brasil gera 137,3 mil novos empregos formais em janeiro de 2025

O Brasil gerou 137.303 postos de trabalho com carteira...

Anvisa cancela venda de pomadas para fixar cabelos; veja a lista

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou a...

Estudo da CLDF aponta escassez de profissionais e espera para exames oncológicos no DF

Por Daniela Reis Quantas pessoas morrem de câncer no DF...

SAMU intensifica treinamentos para emergências no Carnaval em diversas cidades do Brasil

Por Kathlen Amado Com a chegada do Carnaval, equipes do...