Investimento estranho
O Brasil é o único país onde governos aparentemente ‘investem’ centenas de milhões de reais em organização, ops associação criminosa, para sabotar os próprios ‘investidores’. Mas essa história, em paráfrase a um certo general Pazuello, PDNews pretende contar, “na hora certa, no momento exato”. Isso porque contar na hora ‘errada’ só deve ‘corrigir’ o curso dos investimentos da própria orcrim, ops ‘asscrim’.
Aposta macabra ou cuidado com a lei do retorno?
O Brasil tem assistido algumas atrocidades políticas refletidas em corinhos, dancinhas e homenagens esquisitas. Após a homenagem à, insustentável, subida do dólar, que o presidente dos EUA, Donald Trump passou a dar grandes demonstrações que a moeda pode entrar em declínio, a classe oposicionista política brasileira, fez dancinha da chuva, digo das sanções, à importação dos produtos brasileiros. Diga-se de passagem, a mesma turma que também passou a comemorar até mesmo aumento do preço dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.
Será isso uma clara demonstração de falta de capacidade cognitiva em perceber que tais ações devem refletir em menos votos em um futuro não muito distante? Afinal, para além da polarização política entre esquerda e ultra-direita, ultra-direitistas, em especial das classes C e D devem continuar a terem necessidades básicas como comer, vestir, ter saúde e abastecer os carros com combustíveis. Ou será que não?
Aposta na certeza de 95% dos “errados”?
O fato concreto? As pessoas de um modo em geral se guiam de algum ‘mentor’. Então, a pergunta que fica é: Será que a classe política brasileira, de oposição ao governo, está a se guiar pelas pérolas máximas do Mercado Financeiro, carinhosamente chamado de ‘Mercado’?
Se o for, os abastados operadores do Mercado, dignos dos salários estratosféricos acima do teto constitucional praticado pelo poder público e da independência de cargos eletivos devem estar se rasgando de gargalhadas em relação aos políticos ‘mentorados’, com QI tão questionáveis.
Afinal, o UOL em 25 de janeiro, em reportagem da jornalista, Lilian Cunha, fez uma revelação devastadora ao apontar, que esse mesmo mercado financeiro, composto de personalidades pseudo-especialistas, errou em nada menos que 95% das previsões realizadas sobre a evolução da economia brasileira. Isso mesmo, vamos repetir e por extenso, para melhor fixação: noventa e cinco por cento das previsões do mercado financeiro sobre a economia brasileira foram erradas.
Será que a classe política, oposicionista, está bem orientada? E será que devem repetir os votos das eleições de 2022? Bem, pode valer a pena analisar, os resultados das urnas nas eleições para prefeituras e assembleias de vereadores.
Oposta no ‘amigo do meu inimigo’ ou investimento em entregas questionáveis?
Do outro lado das fronteiras, nas bandas governistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu apostar na mudança da comunicação e contratou o publicitário Sidônio Palmeira para assumir a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Palmeira optou por uma mudança de curso em relação a estratégia do deputado federal, Paulo Pimenta (PT-RS). Isso por elencar, corretamente, a necessidade de se dar ‘mais voz’, ao presidente. O caminho escolhido foi investir nas disseminações de postagens nas redes sociais para divulgar as ações do governo.
Se por um lado, a iniciativa, parece ser lógica, sob o ponto de vista do marketing e da publicidade, por outro, a possibilidade de manipulação da lógica, ops, dos algoritmos, pode colocar o publicitário, e o governo Lula, em médio a longo prazo em uma grande armadilha.
Uma das principais vozes ‘digitais’ da esquerda brasileira, o Youtuber Thiago dos Reis, dono do canal Plantão Brasil, com aproximadamente 1,7 milhões de seguidores. Reis reitera questionamentos sobre a manipulação dos algoritmos por parte das redes sociais. Denúncias essas também amplamente corroboradas, por exemplo, pela União Europeia, ao apontar privilégios a disseminação e propagação de conteúdos, à canais e perfis voltados a extrema direita.
Recentemente, Reis questionou um vídeo recente do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com alcance de mais de 300 milhões de visualizações, registradas em poucos dias, no final de janeiro, voltado ao público brasileiro, com crítica a ação de fiscalização da Fazenda em relação ao PIX, ancorada em fake news de taxação sobre as movimentações financeiras.
O ‘X’ da questão ‘instagramável’ dos mais de 300 milhões de ‘visualizações’ chamou atenção, conforme lembrou Reis, pois a população brasileira conta somente com 216 milhões de brasileiros. Dados esses do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, a população economicamente ativa do Brasil, no segundo trimestre de 2024, também de acordo com o IBGE, foi de 101 milhões de pessoas. Se soma a isso, por via de regras, comuns às redes sociais, a baixa taxa de entregas de postagens, que atingem apenas um percentual do total de seguidores. Obviamente, um conteúdo pode ganhar escala de replicação. Mas será que ganharia tanto?
Sob essa lógica, a julgar litígio recente, julgado pelo Superior Tribunal Federal (STF), contra o X, de propriedade do multimilionário, Elon Musk, agora braço direito do presidente americano, Donald Trump; ou ainda, anúncios no final de janeiro de Mark Zuckerberg, dono da Meta, empresa detentora das plataformas Facebook, Instagram, Whatsapp e Threads, de retirar regras de checagem e flexibilizar postagens no que tange a ‘liberdade de expressão’ fica a dúvida. E, a considerar ainda, a possibilidade de manipulação de algoritmos nessas plataformas. Será que Palmeira investiu na estratégia correta?
Como diria Amácio Mazzaropi, grande sábio, ator e humorista brasileiro: ‘carcula!’

Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.