26.5 C
Brasília
03 abr 2025 21:53

Rede pública de saúde do DF tem centros especializados para tratar doenças crônicas

Pacientes com diabetes, hipertensão e obesidade podem ser acompanhados gratuitamente nas unidades, que contam com equipes multidisciplinares; saiba como conseguir atendimento

Doenças crônicas podem acompanhar os pacientes por longos períodos – além de terem características específicas. Por isso, o tratamento delas requer uma atenção diferenciada. E a rede pública de saúde do Distrito Federal oferece esse cuidado, por meio de ambulatórios especializados em doenças como diabetes, hipertensão e obesidade.

A rede pública de saúde oferece três centros especializados para o tratamento de paciente com doenças crônicas, no Guará, na Asa Norte e no Paranoá. Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Atualmente, são três unidades de referência: o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), no Guará, que atende a região Centro-Sul de Saúde do DF; o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (Cadh), no Paranoá, que atende a Região Leste; e o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh), na Asa Norte, que atende a Região Central. Todos eles contam com equipes multidisciplinares, formadas, entre outros profissionais, por endocrinologistas, cardiologistas, nefrologistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais.

“Quando a gente está lidando com uma condição crônica, como hipertensão, diabetes e obesidade, são situações complexas em que é preciso ter toda uma rede de apoio. Então, estar em um local onde esse indivíduo vai ter todo esse cuidado,  com uma equipe que conversa, que discute os casos, isso é muito importante”, apontou a gerente do Cedoh, Alexandra Rubin.

Somadas, as unidades contabilizaram 36.795 atendimentos em 2024 – 2.076 no Cedhic, 10.652 no Cadh e 24.067 no Cedoh. Além dos três centros, o DF conta com outras unidades de atendimento ambulatorial especializado, como as policlínicas, presentes em 14 regiões administrativas. Para receber atendimento nesses locais, o paciente precisa ser encaminhado por uma unidade básica de saúde (UBS).

“A porta de entrada do Sistema Único de Saúde [SUS] é a UBS. Então, o paciente precisa identificar qual é a unidade que ele tem como referência, que vai ser aquela normalmente mais próxima da casa dele; e é lá que ele vai receber as vacinas, todas as orientações em relação à questão da saúde. É lá que existem as farmácias onde ele vai receber os medicamentos caso necessite, os insumos para o tratamento do diabetes… Tudo isso é na unidade básica de saúde e, aí sim, se for necessário, ele vem encaminhado para o ambulatório especializado”, explicou Alexandra.

Paciente do Cedoh, Eduardo Cavalcanti elogia o atendimento no centro especializado: “Pelo menos uma vez por semana eu venho aqui, e só tenho a agradecer ao grupo”. Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Foi o que aconteceu com a doméstica Erenilde Souza, 41 anos. Ela procurou atendimento sentindo cansaço, acabou por descobrir um problema cardíaco e foi encaminhada ao Cedoh para receber um tratamento especializado. “É bom demais, estou gostando”, avaliou. Outra paciente da unidade, a aposentada Lindalva de Holanda, 79, vai com frequência ao local para tratar um ferimento na perna – cuja cicatrização é complicada pela diabetes. “O atendimento aqui é especial, fora de série. A equipe faz as coisas com carinho, com amor. A gente chega e se sente bem”, definiu.

Esse atendimento cuidadoso também foi ressaltado por Eduardo Cavalcanti, 85: “Pelo menos uma vez por semana eu venho aqui, e só tenho a agradecer ao grupo”, pontuou o aposentado, que ainda destacou a importância do atendimento especializado: “Na minha família eu tenho enfermeiras que não sabem fazer o meu curativo. Eu acho que tem que ter gente que conheça o serviço e faça com amor. Toda profissão, quando você faz com amor, é diferente, como o grupo daqui”.

Moradores do Guará II recebem campo sintético reformado por alunos do RenovaDF

Por Ana Paula Siqueira Os moradores do Guará II contam, agora,...

Não caia em fake news! – Saiba como funcionam armadilhas contra o Aedes aegypti

Por Yuri Freitas A Secretaria de Saúde (SES-DF) tem adotado...

Servidores da Saúde participam de capacitação sobre sífilis gestacional e congênita

Por Yuri Freitas Servidores da Secretaria de Saúde do Distrito...

Bancos de Leite Humano: período de férias e feriados diminui doações no Distrito Federal

Por Gabriel Silveira Os estoques de leite materno no Distrito...

UBS 1 de Santa Maria aprimora atendimento a pacientes com autismo

A Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Santa...

Destaques

Espaço Qualidade de Vida do GDF recebe exposição ‘Insetos em Macrofotografia’

O Espaço Qualidade de Vida, localizado no 16º andar...

Projeto Conhecer Direito será ofertado a toda a comunidade de forma gratuita e em formato EaD

O projeto Conhecer Direito, coordenado pela Escola de Assistência...

Moradores do Guará II recebem campo sintético reformado por alunos do RenovaDF

Por Ana Paula Siqueira Os moradores do Guará II contam, agora,...

Não caia em fake news! – Saiba como funcionam armadilhas contra o Aedes aegypti

Por Yuri Freitas A Secretaria de Saúde (SES-DF) tem adotado...