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09 jan 2025 12:42

Transplantes no ICDF dobram no primeiro semestre

O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) realizou 152

O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) realizou 152 transplantes de janeiro a julho de 2016, um pouco mais que o dobro de cirurgias feitas no primeiro semestre de 2015, quando foram feitos 75 procedimentos. O fígado foi o órgão mais transplantado nos dois anos: 37 operações em 2016 e 24 em 2015. O ICDF efetua transplante de coração, rins, medula óssea, córnea e fígado, sendo o único hospital do DF que executa transplante cardíaco. Mais de 700 pacientes – a maioria deles proveniente do Sistema Único de Saúde (SUS) – já passaram por alguma cirurgia do tipo na instituição.

A superintendente do ICDF, Núbia Welerson Vieira, acredita que os transplantes podem aumentar mais com o Decreto 8.783/2016, publicado em junho, que prevê a utilização de aeronaves da Força Aérea Brasileira para o transporte de órgãos, tecidos e partes do corpo humano. “Nosso país tem um território muito vasto, o que às vezes pode dificultar o transporte de órgãos. Com essa medida, no entanto, esperamos que mais vidas possam ser salvas tendo em vista a agilidade de deslocamento que a FAB possui”, pontua Núbia.

A paciente Jane Fernandes Batista comemorou duas conquistas na última quinta-feira, 04 de agosto: seu aniversário de 57 anos e a alta hospitalar após o transplante de medula óssea. Desde 2012, ela vinha lutando contra o Linfoma de Hodgkin, uma forma de câncer que se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático. “Agora eu vou começar a viver de novo. Não quero fazer planos, pensar lá na frente. Eu gosto de viver um dia de cada vez. Eu quero curtir minha vida e voltar a tocar. Eu estou muito feliz, eu amo o ICDF,” celebra Jane.

O cearense Francisco Augusto Costa da Silva, 29 anos, ganhou um coração novo em janeiro desde ano. Ele já não se recorda dos momentos difíceis que passou antes da cirurgia. “No começo eu tive muitas dúvidas, não sabia o que era transplante. Até desanimei. Depois de tudo o que passei, eu estou bem melhor, não sinto mais falta de ar, não sinto dor”, afirma. “O transplante de órgãos é muito importante, salvou muitas vidas, inclusive a minha. Nunca percam a esperança, tenham fé em Deus que vai dar tudo certo”, destaca Francisco.

Instituto de Cardiologia do Distrito Federal
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Fonte: Coren-DF

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